A capela de S. Sebastião, datada do século XVIII (1761), é dos
poucos monumentos
sobreviventes ao desgaste do tempo e que ainda ligam a Erada ao seu passado.
A Igreja "Velha" foi demolida. O Chafariz do Terreiro,
de traça original e de muitas memórias, desapareceu.
A capela de
N. Sra
dos Milagres, construída no final do século XIX corre o risco de ser
votada ao abandono, agora que o novo santuário foi inaugurado.
O Coreto
começa a ser roído pela ferrugem e também desaparecerá se não forem tomadas
medidas de conservação.
O
lagar do vinho, o forno comunitário e os moinhos de água vão entrando no esquecimento e
se nada se fizer, também eles deixarão de ser testemunhos vivos de uma parte importante
da memória colectiva deste povo.
As casas tradicionais vão
desaparecendo, fruto das intempéries ou das necessidades dos novos tempos...
Podemos compreender, o que aconteceu à Igreja "Velha" e ao Chafariz; contudo é
necessário que hoje, já no século XXI, se tomem as medidas necessárias para
que o nosso Património Cultural seja preservado.

E já agora, para quando um museu etnográfico na Erada que não deixe morrer o que ainda é possível recuperar da realidade económica, social e cultural da nossa terra (utensílios agrícolas e domésticos, apetrechos, ferramentas, trajes, lendas, cantigas)?? Não basta melhorar o presente, é necessário preservar a História do nosso Passado. Um povo sem memória do passado é um povo sem futuro...