As Actividades Económicas

    

   No limiar do século XXI, a Erada, à semelhança de muitas outras aldeias do Interior de Portugal, procura lutar contra a voragem dos centros urbanos, resistindo e procurando encontrar os caminhos para o futuro. Se na década de 60 do século passado a população era cerca de 1600 habitantes, hoje está reduzida a metade e é uma população envelhecida. A falta de oportunidades de trabalho foi, ao longo dos anos, afastando as gerações mais novas  para os centros urbanos e para a emigração.

    A indústria de Lanifícios em Unhais da Serra e de Confecções no Tortosendo e Paúl, empregam a maior parte da população activa residente; a construção civil continua ainda a ter uma importância significativa.

     A agricultura de auto-consumo ainda continua a ser uma das principais formas de ocupação da população residente mas não da maioria; são sobretudo reformados que encontram nesta actividade não só um complemento económico para as suas magras reformas mas também uma forma de ocupar o tempo. Já não se  vêem as searas de trigo ou centeio, os milheirais e os campos de feijão de antigamente; agora são os produtos hortícolas, as batatas para consumo próprio, algumas árvores de fruto (macieiras, pereiras e cerejeiras), videiras e oliveiras. Ainda vai havendo azeite, enquanto os mais velhos não deixarem de colher a azeitona e os lagares não deixarem de funcionar... 

pecuariaA pastorícia, a apicultura e outras actividades ligadas ao sector primário, embora com pouco significado económico, completam este quadro bucólico.  Já não se  vêem os prados verdejantes onde outrora apascentavam os rebanhos de cabras que davam o leite, o queijo e a carne. Já não se ouvem os chocalhos que ao amanhecer e ao fim da tarde cortavam a monotonia das aldeia. 

 

        Relativamente a outras actividades económicas, podemos ainda acrescentar o pequeno comércio, uma indústria de panificação, uma carpintaria e um restaurante famoso pelo seu cabrito recheado.

O futuro estará certamente no turismo, assim haja engenho e arte para o desenvolver. A paisagem majestosa e deslumbrante, o ar puro, a tranquilidade, a simpatia das gentes são motivos suficientes para atrair visitantes. No Verão já temos a piscina e o campo de Ténis... No Inverno temos a imponência da Serra da Estrela, a brancura da neve, o calor da fogueira...